Empreendedorismo feminino na prática: desafios e histórias de sucesso

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Falar sobre empreendedorismo feminino, para mim, vai muito além de citar estatísticas ou comentar pesquisas.

Porque, atuando na área de relacionamento com o cliente da KPLAN, estou em contato direto com esse universo, tendo a oportunidade de conhecer na prática os desafios das mulheres que decidem empreender e suas histórias inspiradoras.

Neste artigo vou dividir com vocês um pouco dessa minha experiência, mas acho importante começar apresentando alguns dados sobre o empreendedorismo feminino em nosso país, para contextualizar.

O cenário atual do empreendedorismo feminino no Brasil

Os números mostram que o empreendedorismo feminino vem crescendo no Brasil, embora ainda existam muitas barreiras a serem derrubadas.

Para início de conversa, o número de de mulheres à frente de negócios no país chega a 9,3 milhões, de acordo com dados do SEBRAE, o que equivale a 34% dos proprietários de negócios.

Além disso, as mulheres representam 48% dos Microempreendedores Individuais (MEI), atuando principalmente nos segmentos de moda, beleza e alimentação.

O crescimento do empreendedorismo feminino, por sua vez, se reflete na maior participação que as mulheres vêm conquistando no cenário econômico geral, começando pela renda familiar.

Tanto que, nos últimos dois anos, o número de mulheres empreendedoras que são chefes de família aumentou de 38% para 45%.

Porém, a mulher que decide empreender precisa encarar vários desafios. Algumas pessoas podem questionar, “Ora, todos os empreendedores enfrentam dificuldades, independentemente do gênero”. E sim, isso é verdade.

Mas o ponto é que além das dificuldades que todo empreendedor enfrenta, as mulheres precisam superar certos obstáculos específicos na hora de iniciar um negócio, sobre os quais falarei a seguir.

Principais desafios da mulher que decide empreender

Como mencionei no início do texto, falar sobre empreendedorismo feminino para mim vai além dos números, pois lido na prática com mulheres que decidem iniciar e aprimorar seus negócios.

Com base nessa minha experiência, pude identificar certos desafios próprios do universo feminino empreendedor, os quais apresento a seguir.

Preconceito e machismo

Mulheres que decidem empreender enfrentam diversas barreiras impostas pelo preconceito e o machismo.

Essas barreiras incluem o descrédito em relação à viabilidade de seus projetos e à sua própria capacidade de realização, na hora de buscar parcerias e recursos.

Sem falar da falta de apoio familiar, geralmente escondida sob outros argumentos, mas que no fundo se baseia na ideia de que o principal papel da mulher é ser mãe e cuidar da casa. Aliás, essa questão tem muito a ver com o desafio a seguir.

Dificuldade em conciliar vida familiar e profissional

De acordo com dados do IBGE, as mulheres que trabalham dedicam 18,1 horas semanais aos afazeres domésticos, enquanto entre os homens a média é de 10,5 horas.

Até mesmo nos setores econômicos onde é possível terceirizar o trabalho doméstico, o peso da responsabilidade com a casa e os filhos acaba recaindo com mais força sobre a mulher.

Por isso, o equilíbrio entre as responsabilidades do lar e a vida profissional acaba sendo um desafio gigantesco para as empreendedoras, já que um negócio próprio requer muito mais tempo e dedicação que um emprego.

Insegurança

Muitas vezes a própria mulher interioriza certos preconceitos e acha que não tem capacidade de empreender…por ser mulher!

Nem sempre essa ideia aparece de forma tão clara e acabamos inventando um monte de desculpas para não colocar nossas ideias em prática — falta de tempo, falta de dinheiro, obrigações familiares etc.

Mas, no fundo, existe uma crença limitante que fica repetindo “isso é só para homens”. Ainda mais se for em um segmento tradicionalmente mais voltado ao público masculino.

Projeto Mulheres que Fazem: histórias inspiradoras de empreendedorismo feminino

Aqui na KPLAN criamos no ano passado (2018) o projeto “Mulheres que Fazem, desenvolvido em parceria com o Grupo Empreender e a Koezo Comunicação.

A ideia é apoiar e dar maior visibilidade ao empreendedorismo feminino, contribuindo assim para que cada vez mais mulheres se sintam encorajadas a colocarem seus projetos em prática.

Conheci histórias inspiradoras de mulheres que superaram a insegurança, as críticas, buscaram os conhecimentos necessários e partiram para a ação.

Como a Camila, que começou com uma loja de roupas, passou por dificuldades enquanto ainda tinha que cuidar de um filho pequeno, migrou para um setor totalmente diferentes e no final conseguiu consolidar sua empresa de marketing.

Ou a Rose, que depois de trabalhar durante mais de 30 anos como bancária decidiu largar a estabilidade e atuar por conta própria como personal organizer. Ela entendia bem a falta que esse tipo de serviço faz na vida de mulheres que têm uma rotina muito corrida.

Histórias como essas e as das mais de 180 mulheres que já passaram aqui pela KPLAN me ajudaram a entender na prática a importância do empreendedorismo feminino na sociedade.

Espero que o artigo ajude a encorajar outras mulheres que estão na dúvida se devem colocar seus planos em ação!

E você, conhece alguma mulher empreendedora? Compartilhe a história aqui nos comentários!

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